Culto de Santa Ceia na AD- 06/05


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Neste Domingo, 06/05, a igreja AD de Upanema promoveu dois trabalhos especiais.
Durante à tarde, foi realiza a reunião dos obreiros. A novidade foi a participação dos irmãos da zona rural e também das esposas dos membros do ministério local. Além disso, participou desse trabalho o Pastor Francisco Coriolano (AD- Patu/RN), o qual expôs uma maravilhosa mensagem bíblica.
Já, à noite, aconteceu o grande culto de Santa Ceia, momento esse em que a igreja relembrou o sacrifício de Cristo na cruz. Essa celebração esteve sob a responsabilidade do Pastor Antônio Adelino, líder da AD upanemense. Nesse culto, houve a participação dos pastores Coriolano e Erivelton (AD- Angicos/RN), sendo que este foi o preletor oficial.
Confira os principais momentos:
Fonte: Upanemaparacristo.com

Psicóloga Marisa Lobo acusa CQC da Band de ter editado suas palavras para prejudicá-la junto Conselho de Psicologia


O programa CQC da Band, exibido neste dia 07 de maio, abordou o assunto homossexualismo e religião. Com nítida apologia à prática homossexual, o programa foi bastante preconceituoso em relação aos cristãos, levando ao telespectador uma imagem desvirtuada deste segmento religioso.
O programa entrevistou a lésbica e autointitulada pastora Lanna Holder, o ex-BBB e deputado gay Jean Wyllys, um pastor ex-travesti, o deputado federal Jair Bolsonaro e a psicóloga evangélica Marisa Lobo.
Após a exibição do programa, a psicóloga evangélica mandou uma mensagem, via Twitter, ao responsável pelo Programa, o apresentador Marcelo Tas com o seguinte teor:
“Seu programa @MarceloTas editou a matéria de um jeito, para me cassarem, mas vou pedir na justiça, a original sem cortes vcs são malandros”.
“Não disse que curo GAY como psicóloga @MarceloTas, covardes hipócritas.brincou de Deus?editando como quis, vem falar de ética profissional?”
COMENTÁRIO:
O CQC é um programa que quando trata do assunto homossexualismo, sempre faz apologia à prática. O apresentador Marcelo Tas diz que tem uma filha lésbica e tudo indica que jamais deixará o assunto ser olhado por outro foco que não seja o enaltecimento. Devido a isto, fica bastante complicado algum cristão participar de um programa deste, no CQC, quando o tema for homossexualidade, a não ser que seja ao vivo.
Fonte: Holofot.net

Relatório da chegada em Puerto Ordaz


Puerto Ordaz - Venezuela, 06 de maio de 2012.
Meus amados e queridos irmãos a paz do Senhor.
É como muita alegria que vos escrevo, informando-lhes que já estamos na cidade de Puerto Ordaz. Estamos bem, Deus tem nos abençoado em tudo. Hoje dia 06 de maio as 11:00 horas da manhã, horário local da Venezuela, recebemos de forma interina o trabalho eclesiástico na Igreja Evangélica Missionária Filadélfia – Puerto Ordaz das mãos do Pr. José dos Santos Lira, representante dos missionários brasileiros junto a Convenção das Assembleias de Deus da Venezuela. Esteve presente na solenidade de posse o Pr. Oscar Duerto, superintendente do distrito sudoeste, representando também a Convenção venezuelana. Algo que me impactou, foi uma declaração da minha esposa Aline. Durante a oração de posse, o Espírito Santo fez com que ela se lembrasse de uma promessa que Deus havia dado a ela quando ela tinha doze anos de idade, Deus havia falado para Aline que estaria na Venezuela, hoje se cumpriu essa promessa. Para mim confesso que foi muito emocionante, eu não sabia dessa promessa. Fico cada vez mais convicto da nossa chamada missionária. Glória eternamente ao nosso Deus.

A VIAGEM

Chegamos a capital da Venezuela, Caracas, no dia 26 de Abril, e fomos recebidos no aeroporto pelo missionário Pr. Lira. Hospedamo-nos na casa do missionário Pr. Francisco, na cidade de Cua e no dia seguinte seguimos viagem à cidade de Barcelona para estar com o missionário Pr. Albérico Marques.

Em Barcelona participamos do culto no domingo, onde pudemos presenciar alegria dos irmãos em servir ao nosso Deus com toda dedicação e obediência. Nossa passagem por Barcelona foi muito gratificante, dado ao tempo que dispusemos para descansar com a nossa família.

PEDIDOS DE ORAÇÃO

• Recuperação da saúde do Pr. Anchieta Cardoso.

• O trabalho do Senhor na Igreja Filadélfia

• Por nossa família.

AGRADECIMENTOS

Quero agradecer a Deus pela a vida do nosso Pr. Martim Alves, presidente da IEADERN, que tem nos dado esse privilégio de trabalhar na obra do Senhor, enviando-nos a Venezuela para tão importante missão. Não há nada mais gratificante para um missionário do que fazer missões, seja aonde for. Que Deus continue abençoando o nosso pastor e sua honrada diretoria.

Agradecemos ao Pr. Eliezer de Souza e ao Pr. Oseas Macedo, diretor e vice-diretor respectivamente, pela dedicação para com os missionários que estão sob seus cuidados.

Agradecemos ao casal missionário Pr. Anchieta e Vandira Cardoso, que mesmo estando no Brasil, mobilizaram os irmãos de Puerto Ordaz para a nossa chegada.

Agradecemos ao amado Pr. José dos Santos Lira, pelo apoio que nos foi dado em terras venezuelanas. Ao Pr. Albérico Marques por ser nosso condutor até a cidade de Puerto Ordaz.

Tenho por certo que estamos obedecendo a Deus e por isso estamos no centro da sua vontade.

“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!"

Pb. Levi Rebouças de Souza

Missionário

Psicóloga cristã participa do programa CQC nesta segunda-feira


Psicóloga cristã participa do programa CQC nesta segunda-feira
Marisa Lobo vai falar sobre a cura do homossexualismo

A psicóloga clínica Marisa Lobo participará de uma matéria especial sobre homossexualidade no programa Custe o que Custar (CQC) da TV Band, nesta segunda-feira, 07/04.

Além de Marisa Lobo, entre os entrevistados pela equipe do CQC estarão o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys e Lanna Holder.

No Twitter, Marisa Lobo afirmou que usará o espaço para falar o que pensa a respeito do tema: “O #CQC Está fazendo uma matéria sobre homossexualidade, vou participar. A Lanna Holder, vai falar de sua Igreja. E eu a verdade”, escreveu.

Marisa Lobo também afirmou que não teme possíveis armadilhas, pois segundo ela, a produção do programa teria garantido que a matéria seria imparcial: “Diz o #CQC que a matéria será imparcial e séria, vamos acreditar. Gravo amanhã minha parte, a matéria será exibida já na segunda. Deus nos ajude”.

A psicóloga também afirmou que “com sabedoria falarei a verdade: Deus pode curar, se você quiser”. A afirmação de Marisa Lobo gerou protestos por parte de alguns internautas. 


Fonte: Creio

Projeto de evangelismo alcançou oito locais onde há concentração de usuários


Trans Cracolândia RJ divulga 65 decisões por Cristo
O surgimento deste projeto no Rio de Janeiro é no mínimo, impactante e, ao mesmo tempo, diferenciado, visto que o público alvo das cracolândias carioca e fluminense encontra-se espalhado pela cidade, em diversos bairros do Estado. No Rio de Janeiro não há uma concentração de usuários como em SP, mas há, de acordo com matéria divulgada no Jornal O Globo, onze pontos considerados como cracolândias.

A Trans Cracolândia RJ alcançou oito locais onde há concentração deste público. Foram 120 voluntários que, em equipes de até 15 pessoas, trabalharam por cinco dias na abordagem de usuários, moradores de rua, crianças, enfim, um público direcionado, diferente das ações que a Junta de Missões Nacionais realiza anualmente, pois o foco agora foram estas pessoas abandonadas, marginalizadas, entregues à morte pela escravidão das drogas e do álcool.
De acordo com o voluntário Jackson, que trabalhou no Jacarezinho, a Trans foi impactante em sua vida. "A equipe da Central do Brasil, abordou um dependente químico a fim de apresentar o Evangelho, bem como a oportunidade de ir à missão ouvir a mensagem, alimentar-se, tomar banho e trocar de roupa. O usuário fugiu, pois, por onde andava via os "amarelinhos". Sua alternativa foi ir ao Jacarezinho. Ao chegar nesse outro local, foi abordado, novamente pela equipe da Trans, quando disse: "Eu fugi da Central, pois os amarelinhos queriam tirar-me das ruas. Vim para o Jacarezinho e aqui encontro outros amarelinhos. Isso é Deus que quer me tirar  das ruas" ! Este jovem foi retirado e encaminhado ao nosso Centro de Formação Cristã.

Abaixo, segue o relatório mensurável de todas as ações da semana de Projeto, de 16 a 20 de abril, pois temos certeza que muitos desdobramentos se farão na vida dos voluntários, dos radicais e dos que foram encaminhados pela Cristolandia RJ para os Centros e Formação Cristã. “Sabemos que voluntários descobrirão seu chamado, que radicais se definirão ainda mais dentro do projeto e que os que foram alcançados, os que receberam a Cristo verdadeiramente terão suas vidas mudadas e uma oportunidade de viverem a vida com alegria, na dependência do Senhor e sob Seu comando, não mais pelo domínio das drogas e do álcool”, afirma um dos líderes



Relatório TRANS Cracolândia RJ

Estudos Bíblicos - 196
Encaminhamentos ao Centro de Formação Cristã - 68
Reconciliação - 43
Decisões - 65
Café da manhã - 598
Corte de cabelo - 418
Banho - 577
Almoços - 812
Trabalho Infantil - 374
Encaminhados a Orgãos Públicos - 3


Fonte: Junta de Missões Nacionais

Funk gospel? Conte-me sobre o “passinho do abençoado”

Caro leitor, o que pregadores e ensinadores tementes a Deus e fiéis à sua Palavra, como David Wilkerson, diriam sobre o funk gospel e o “passinho do abençoado”?

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eço-lhe que assista ao vídeo abaixo, leia o artigo subsequente e depois comente sobre o assunto. 



Na sua obra Toca a Trombeta em Sião, publicada em inglês, em 1985 — e lançada no Brasil pela CPAD em 1988 —, David Wilkerson afirmou: “Fiquei extremamente chocado quando recentemente abri uma revista evangélica e vi foto de um grupo de rock ‘pesado’, dizendo-se evangélico. Estavam vestidos com o mesmo traje sadomasoquista que eu vira antes enquanto testemunhava de Cristo nas ruas de São Francisco da Califórnia” (p.93).

Wilkerson partiu para a eternidade há um ano, mas a sua mensagem profética ficou registrada: “Onde está a trombeta em Sião, que não toca? Onde está nossa reação? Onde estão os profetas do Senhor que não bradam bem alto: “Chega! A Casa do Senhor não é lugar de música do Diabo!” (p.94).

Como um verdadeiro profeta, Wilkerson verbera contra a covardia dos ministros do nosso tempo: “Que tipo de ministério covarde temos em nossas igrejas de hoje, que tolera e até aplaude um tipo de música que faz os anjos se envergonharem? [...] A música mundana que hoje penetrou na casa de Deus causa repulsa no Céu [...]: ‘Como podem pessoas que invocam o santo nome de Cristo apanhar coisas do altar pessoal de Satanás e trazê-las à presença de Deus, lançando-as no seu altar?’ [...] Quem são esses roqueiros e inovadores dentro da casa de Deus? São profanadores do santo altar do Senhor!” (p.95).

Wilkerson condena também a falta de discernimento por parte dos líderes e do povo evangélico, em geral: “O que está acontecendo agora é que pastores e suas igrejas aceitam sem exame, nem discussão, música profana no culto. A voz que se ouve é ‘Não julguemos mal’, e isso Satanás usa para ocultar todo tipo de males que tal música traz. [...] E é exatamente isto que estes inovadores da música estão fazendo na igreja; destruindo a santidade, zombando da pureza e da separação do mundo” (pp.96-97).

Sem medo, Wilkerson reafirma que a música mundana na igreja é obra do Maligno e verbera contra pais e líderes cristãos por sua conivência: “Satanás está por trás deste tipo de ‘louvor’ que ele quer que lhe seja prestado. Ele irá até os extremos para corromper o verdadeiro louvor ao Senhor. O inimigo está levando vantagem em sufocar o real louvor em espírito e em verdade. [...] É chocante eu ouvir pais e pastores dizendo-me: ‘não julgue desta maneira’. Eles deviam obedecer à Palavra de Deus e julgar segundo a reta justiça, para não perderem seus filhos ante as seduções do mundo” (pp.98-100).

Muitos dizem que a música, seja qual for o estilo adotado, é neutra e que podemos usar todo e qualquer ritmo para o louvor a Deus. Veja a resposta do aludido profeta a esse falacioso pensamento: “Uma das razões por que o Espírito de Deus retirou-se do ‘Movimento de Jesus’ surgido na década passada [década de 1970] foi que eles se recusaram a largar o tipo de música anticristã que executavam. Eles deixaram as drogas, álcool, prostituição, e até seu modo estranho de vida. Mas não quiseram abandonar o rock. [...] O Espírito de Deus conhece todo mal que há no rock, e Ele nos faz sentir sua tristeza por isso. Os que adoram a Cristo em espírito e em verdade sabem discernir rapidamente o que é o rock” (pp.100-101).

David Wilkerson faz menção também dos repertórios dos cantores pretensamente evangélicos: “Os roqueiros que se dizem evangélicos costumam ter em suas apresentações e LPs um ou dois hinos realmente sacros, mas o restante é a violenta, selvagem e louca música rock. Significa que se eles quisessem, podiam fazer a coisa certa e agradável ao Senhor. Certos roqueiros chegam a me dizer: ‘Eu mesmo não gosto do rock, mas a juventude gosta, então eu toco rock para atraí-los’” (p.107).

Agora, uma parte bastante antipática — mas verdadeira — da profecia de Wilkerson em relação aos apreciadores de show gospel: “Esse tipo de música copiada do mundo não motiva ninguém a dobrar os joelhos e orar, nem mesmo impulsiona os crentes a curvarem suas cabeças em adoração a Deus. A única coisa que essa música faz é levar o auditório a demonstrações carnais de sacudir o corpo, de bamboleios, de dança, que nada têm de espiritualidade. [...] Deus está dizendo a esta geração que canta e toca música mundana na igreja: ‘Rejeitais a música de teus pais que adoravam a Deus com toda pureza. Quereis ver os milagres do livro de Atos, mas não quereis a pureza dos vossos pais na fé. Rejeitais a música originada pelo Espírito e abraçais a música que pertence ao mundo’” (p.108-110).

O profeta de Deus geralmente condena o erro e prevê o que acontecerá, caso não haja arrependimento. Veja o que disse Wilkerson, há mais de 25 anos: “Tal música tornar-se-á cada vez mais selvagem, seus festivais de música cada vez mais tenebrosos. Somente crentes desviados, mornos e de nome, frequentarão tais reuniões. Caso o leitor não mais creia em nada do que estou profetizando, creia nisto que vou dizer agora: ‘Deus vai fazer uma operação de limpeza na sua casa quanto à música!’” (p.116).

Wilkerson mostra novamente as características da música mundana e, em seguida, conclui: “Já constatei, sem exceção, que todo crente de vida espiritual profunda com Deus e que vive adorando a Deus em espírito e em verdade leva também muito tempo em oração individual. Esse tipo de crente não aceita música frívola, barulhenta ao extremo, acelerada, dissonante. [...] A música mundana na igreja morreria numa semana se cada músico e cantor se humilhasse diante do Senhor e tivesse uma visão do que é a santidade de Deus” (pp.117-118).

Diante do exposto, o que David Wilkerson diria, hoje, a respeito do “passinho do abençoado”, do funk gospel e de outras aberrações do nosso tempo?

Fonte: blog do Ciro Sanches Zibordi

Silas Malafaia consegue vitória da liberdade de expressão


Juiz extingue ação contra pastor Malafaia e deixa claro: ele não foi homofóbico, e a Constituição brasileira não comporta a censura sob nenhum pretexto

Reinaldo Azevedo
O juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível de São Paulo, extinguiu ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal contra o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, contra a TV Bandeirantes e também contra a União. Vocês se lembram do caso: no programa “Vitória em Cristo”, Malafaia criticou duramente a parada gay por ter levado à avenida modelos caracterizados como santos católicos em situações homoeróticas. Ao defender que a Igreja Católica recorresse à Justiça contra o deboche, Malafaia afirmou o seguinte: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha!”
Acionado por uma ONG que defende os direitos dos gays, o Ministério Público Federal recorreu à Justiça, acusando o pastor de estar incitando a violência física contra os homossexuais. Demonstrei por que se tratava de um despropósito. E o que queria o MPF? Na prática, como escrevi e também entendeu o juiz Victorio Giuzio Neto, a volta da censura. Pedia que o pastor e a emissora fizessem uma retratação e que a União passasse a fiscalizar o programa.
A decisão é primorosa. Trata-se de uma aula em defesa da liberdade de expressão. Fico especialmente satisfeito porque vi no texto muitos dos argumentos por mim desfiados neste blog — embora tenha sido esculhambado por muita gente: “Você não entende nada de direito”. Digamos que fosse verdade. De uma coisa eu entendo: de liberdade. O juiz lembra que o Inciso IX do Artigo 5º da Constituição e o Parágrafo 2º do Artigo 220 impedem qualquer forma de censura, sem exceção. De maneira exemplar, escreve:
Permite a Constituição à lei federal, única e exclusivamente: “… estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no artigo 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente”.
Estabelecer meios legais não implica utilização de remédios judiciais para obstar a veiculação de programas que, no entendimento pessoal, individual de alguém, ou mesmo de um grupo de pessoas, desrespeitem os “valores éticos e sociais da pessoa e da família” até porque seria dar a este critério pessoal caráter potestativo de obstar o exercício de idêntica liberdade constitucional assegurada a outrem.
Mais adiante, faz uma síntese brilhante:
Proscrever a censura e ao mesmo tempo permitir que qualquer pessoa pudesse recorrer ao judiciário para, em última análise, obtê-la, seria insensato e paradoxal.
Excelente!
Afirma ainda o magistrado:
Através da pretensão dos autos, na medida em que requer a proibição de comentários contra homossexuais em veiculação de programa, sem dúvida que se busca dar um primeiro passo a um retorno à censura, de triste memória, existente até a promulgação da Constituição de 1988, sob sofismático entendimento de ter sido relegado ao Judiciário o papel antes atribuído à Polícia Federal, de riscar palavras ou de impedir comentários e programas televisivos sobre determinado assunto.”
O juiz faz, então, uma séria de considerações sobre a qualidade dos programas de televisão, descartando, inclusive, que tenham influência definidora no comportamento dos cidadãos. Lembra, a meu ver com propriedade, que as pessoas não perdem (se o tiverem, é óbvio) o senso de moral porque veem isso ou aquilo na TV; continuam sabendo distinguir o bem do mal. Na ação, o MPF afirmava que os telespectadores de Malafaia poderiam se sentir encorajados a sair por aí agredindo gays. Lembrou também o magistrado que sua majestade o telespectador tem nas mãos o poder de mudar de canal: não é obrigado a ver na TV aquilo que repudia.
Giuzio Neto  analisou as palavras a que recorreu o pastor e que levaram o MPF a acionar a Justiça:
As expressões proferidas não são reveladoras de preconceito se a considerarmos como manifestação de condenação ou rejeição a um grupo de indivíduos sem levar em consideração a individualidade de seus componentes, pois não se dirigiu a uma condenação generalizada através de um rótulo, ao homossexualismo, mas, ao contrário, a determinado comportamento ocorrido na Parada Gay (….) no emprego da imagem de santos da Igreja Católica em posições homoafetivas.
Diante disto, não pode ser considerado como homofóbico na extensão que se lhe pretende atribuir esta ação, no campo dos discursos de ódio e de incentivo à violência, pois possível extrair do contexto uma condenação dirigida mais à organização do evento - pelo maltrato do emprego de imagens de santos da igreja católica - do que aos homossexuais.
De fato não se pode valorar as expressões dissociadas de seu contexto.
E, no contexto apresentado, pode ser observado que as expressões “entrar de pau” e “baixar o porrete” se referem claramente à necessidade de providências acerca da Parada Gay, por entender o pastor apresentador do programa, constituir uma ofensa à Igreja Católica reclamando providências daquela.
(…)
É cediço que, se a população em geral utiliza tais expressões, principalmente na esfera trabalhista, para se referir ao próprio ajuizamento de reclamação trabalhista (…) “vão meter a empresa no pau”. Outros empregam a expressão “cair de pau” como mera condenação social; “entrar de pau” ou “meter o pau”, por outro lado, estaria relacionado a falar mal de alguém ou mesmo a contrariar argumentos ou posicionamentos filosóficos.
Enfim, as expressões empregadas pelo pastor réu não se destinaram a incentivar comportamentos como pode indicar a literalidade das palavras no sentido de violência ou de ódio implicando na infração penal, como pretende a interpretação do autor desta ação.
Bem, meus caros, acho que vocês já haviam lido algo semelhante aqui, não?, escrito por este “não-especialista em direito”, como sempre fazem questão de lembrar os petralhas. Caminhando para a conclusão de sua decisão, observa:
Por tudo isto e diante da clareza das normas acima transcritas, impossível não ver na pretensão de proibição do pastor corréu de proferir comentários acerca de determinado assunto em programa de televisão, e da emissora de televisão deixar de transmitir, uma clara intenção de ressuscitar a censura através deste Juízo.”
Mas e quem não se conforma com fim da censura na TV? O juiz dá um conselho sábio, com certo humor e uma pitada de ironia:
Para os que não aceitam seu sepultamento - e de todas as normas infraconstitucionais que a previram - restam alternativas democráticas relativamente simples para a programação da televisão: a um toque de botão, mudar de canal, ou desliga-la. A queda do IBOPE tem poderosos efeitos devastadores e mais eficientes para a extinção de programas que nenhuma decisão judicial terá.

Caminhando para o encerramento

Sábias palavras a do juiz federal Victorio Giuzio Neto! Tenho me batido aqui, como vocês sabem, contra certa tendência em curso de jogar no lixo alguns valores fundamentais da Constituição em nome de alguns postulados politicamente corretos que nada mais são do que os “preconceitos do bem” de grupos de pressão influentes. Os gays têm todo o direito de lutar por suas causas. Mas precisam aprender que não podem impor uma agenda à sociedade que limite a liberdade de expressão, por exemplo, ou a liberdade religiosa.
No caso em questão, a ação era, em essência, absurda. É claro que o contexto deixava evidente que o pastor recorria a uma linguagem metafórica — de uso corrente, diga-se. Se alguém foi vítima de preconceito nessa história, esse alguém foi Malafaia. Não fosse um líder evangélico — e, pois, na cabeça de alguns, necessariamente homofóbico —, não teria sido importunado por uma ação judicial. Há um verdadeiro bullying organizado contra os cristãos, pouco importa a denominação religiosa a que pertençam. Infelizmente, a “religião” que mais cresce no mundo hoje é a cristofobia.
Eu, que tenho criticado com certa frequência a Justiça, a aplaudo desta vez.
Divulgação: www.juliosevero.com